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Ainda não chegamos em casa

11 de jul. de 2020
2 min de leitura

Atualizado: 17 de jul. de 2020

Desde meu retorno me pego refletindo sobre como tenho vivido meu tempo aqui no Brasil em relação a expectativa de logo voltar a nação que está em meu coração e faço esta comparação: “Imagina se almejássemos o reino dos céus como almejo voltar a Portugal. Como viveríamos?”



O primeiro fato que me fez pensar sobre isso foi quando deixei a maioria dos meus pertences lá e vim ao Brasil apenas com o essencial, na esperança de logo voltar. Tenho vivido esse período como passageiro e tudo o que faço aqui é pensando em que resultados meus feitos reproduzirão lá. Sempre que vou administrar meus recursos e investir tempo, dinheiro, atividades, penso: “Isso servirá?”.


Com todas as complicações ocasionadas pelo Covid-19, não há previsões para o meu retorno, mas isso não tem abalado a minha fé, pelo contrário, meu compromisso e perseverança são fortalecidos e tenho aproveitado cada vez mais o tempo e oportunidades para me preparar até chegar lá.


Entendendo a capacitação que preciso para alcançar o coração português, meus dias têm sido regados a conhecimento de Deus através de estudos da palavra, também tenho investido mais intencionalmente na dança, visando poder ensinar, compartilhar momentos, desenvolver relacionamentos, ministrar amor, paz e esperança como resposta ao alto índice de pessimismo, depressão, abandono e separação apresentado em Portugal.


Tenho buscado viver com os meus pés firmes aqui, mas meu coração está ardendo por lá. De toda forma, quando passo situações delicadas por aqui penso: “Isso logo vai passar. Estou voltando para o meu lugar”.


Imagina como seria vivermos com os olhos fixos no céu. Quem sabe investiríamos mais tempo ou recursos em pessoas do que em coisas, flexibilizaríamos mais as agendas ao confiar que Deus está cuidando de tudo e dedicaríamos mais a nossa vida ao que realmente importa.


O que mudaria para você?

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